sábado, 6 de setembro de 2008

Poema nº 8 28/02/07

"Azul"
Meu amigo, me espere na chegada
Pois na saudade eu não hei de ficar
Assim como areia recebe a onda
Que com felicidade vem do mar

Toda espera é dura, é árdua
Mas o vento de popa em proa
Termina por reforçar
A chegada da onda, para saudade acabar

Apesar de receber em pranto o teu afago
É de lástima que deixo o solo doce
Que com tanta falta, lembrança trago
Em calmaria, mas com embaraço

Mas se o calor vem para me acalmar
A certeza vem só para mostrar
Quando se ganha o que se perde
Se perde o que se ganha, e versa:
Na saudade eu hei de ficar

Poema nº 7 11/01/07

"Jasmim"
Entre Céu e terra
entorpece minha alma com mil sussurros
um vento inconformado
Assobiando melodias da mais profunda tristeza
Que vibra meu coração com notas de afeto e dor
Pior que vento é caminho
Enquanto o vento venta,
Duro é passar sobre a pedra
A estrada lisa falseia
E erra buscando se opor
Ao pobre destino esfaqueia
Sem mostrar seu autor
Todo caminho é caminho
Enquanto é percorrido
Mas quando percorre, é espinho
Cravado no coração de alguém
Mas nada merece doer
Nem caminho, nem espinho, nem ninguém
Se a dor vier à acolher
Basta lembrar de quando caminho era caminho
E de como esperança faz bem
Feliz a flor fica parada
À receber do sol amizade
Pétala toda ensolarada
Na mais perfeita felicidade
QUe ousadia se a flor
Por sua sépala toda raiada
Quisesse ter com o sol
A tão jornada sonhada
Venta, vento! Venta...
Que a flor ao seu pio insiste
Balança, mas não senta
Até o dia do encontro resiste
00:59
For all those, that believed in something

Poema n3 19/12/2006

Luiza

Depois de tanta tristeza
Impossível é dizer,
Como vem com destreza,
A alegria a me acolher

angústia foi a espera
que de precipitada
Esconde, não revela
Deixa a chance, inusitada
Recusada e quase mera

Mas se o aguardo foi e mau tempo
De muito agouro foi o regresso
Você e sua presença me deixaram isento
Da dor, com seu amor expresso

Pelo perfume a favor do vento
Que em lágrima me deixou imerso
Chore, como quem chora no mar,
Esperando sozinho o dia raiar,
Recebe a visita d'um anjo
Que terminou com meu penar
Ah, tua imagem, que loucura
Produz em mim a essa altura
Calafrio que nem música com ternura
Chegou a me causar
Mas mesmo com toda essa doçura
Devo certamente argumentar:
Nada é mais bonito que a postura
Que você tem ao raciocinar
Seu carinho, seu sorriso e seu jeito
Valem muito, tanto, que todo material
Não ocupa nem metade do meu peito
P'ra dar lugar lugar ao transcedental
Apesar de tanto preencher meu coração
Para oferecer não possuo nada
Mas te ofereço esse poema, como enorme gratidão
Assim, depois desta singela oferenda
Findo minha estória de paixão

Poema nº4 17/12/2006

Em coma
Dessa vez até que ela quiz
Sem cansar, eu procurei até o fim
Encontrar foi só um trecho feliz
De uma estória encenada por mim

Ilusão é acreditar sem anda temer
Na sorte sem vento, nem intento
Assim como o sol Nasce pra morrer
Razão é acreditar em tudo perder

Pois foi aí que eu me enganei
Nem toda dor, recupera o amor
Que perdi quando exitei
Tolice, é verdade, sem muito pudor
Mas quando toda certeza
É tão incertam quanto indireta
Materializar sua casta beleza
É das atitudes, a mais incorreta
Ingratidão é adotar
Em numeráveis características externas
Um inúmero mundo sem par
QUanto suas carcterísticas internas
O pobre deseja o que não tem
Desejar o que tem, somente o amor
Que sabe sem exitar, porém:
Forte é aquele que transpassa a dor
Que triste destino fadado está
À vagar num mar de fracassos
E a sorte assim perecerá
À exibir seus troféus de descasos
Com sorte, mas sem navio
Nadando em frente, contra a corrente
torcendo por um romance tardio
Na mão, um coração carente
Mas se todo final feliz
Exige um enredo de tormenta
Espero ter o que sempre quiz
E minha alma enfim se contenta
poema nº 2 18/10/2006
Nada mais intrigante que a relatividade
Destruindo com imensa contradição
Toda una e nobre verdade
Impedindo qualquer conclusão
Escoriando qualquer identidade
Nem dor ao menos persegue
Orgulho de quem tem por afirmar:
Prefiro seguir na mentira
DO que na verdade me Humilhar
QUanta falta comete em vil indigência
E em grave erro prossegue iminente
Renegando de si a inteligência
Como se afastasse um querido parente
Toda verdade em si se revela
Cini ioubuçai de certi vazua
ao conceito verdade se atrela
tudo que ao um, antes não cabia
Triste sina de quem admite
por fé cega e não sem limite
Que a realidade encerra
à ilusão, um estranho convite
Poema nº1 19/05/06
vos q me geraste do amor puro
concede-me a pureza do teu amor
destituindo a incerteza do futuro
mostrai-me do novo mundo a cor

e concede à teu amor a pureza que fim põe à todo receio
dando novo timbre a naturezade quem da escuridão veio
e faz da união felicidade comum
Pois é do incalcável nada infeliz que em alegria calca-se o algum
que coisas vãs tornam-se vis

permitindo que eu manifeste a verdade
pois é em nome da verdade que o amor vive
dentro dos corações servindo à eternidade
como se glória, todo o esforço que tive
para que da dor manifeste feliz serenidade


dedicado a élisson & nay

quarta-feira, 30 de julho de 2008

bem, meu bem.

depois de alguns anos vc percebe que as coisas não são exatamente como vc sonhou, mas que elas podem ser muito melhores e que isso depende muito de vc.

por algum bem, desiste-se de várias coisas, acredita-se em outras.

Meu sonho desde pequeno era ser "cientista". Eu tinha uma enorme curiosidade em descobrir como os fenômenos realmente funcionam e eu me sentia realmente saciado quando descobria. Porém sempre tive dificuldades em matemática. Nunca consegui abstrair aqueles conceitos quantitativos, mas, depois de um longo estudo que fiz no primeiro ano com um amigo de papai, passei finalmente a entender aqueles conceitos e a buscar fundamentos para eles. A partir daí eu percorri minha vida matemática sem maiores problemas, contudo percebi que minha aptidão era maior com ciencias naturais e mais precisamente com Biologia.
Foi aí q no terceiro ano (no segundo terceiro ano rs), eu decidi que faria ciencias biologicas.
Naquela época, as coisas tavam dando certo pra mim: eu estudava violão, recebia elogios dos maestros e professores, me empolgava cada vez mais com a música e meu cérebro funcionava perfeitamente. minha atenção e raciocínio aumentavam a cada dia e eu me sentia feliz com isso.

fiz meu vestibular e passei! pronto! estava o início do q seria um projeto de carreira brilhante. eu ia estudar o dia inteiro, ia fazer coisas relacionadas a faculdade, ia olhar no microscópio e ia ser feliz. Porém ia viver sozinho. tinha decidido isso. Minha irresponsabilidade natural e minha egocentrica curiosidade, me forçavam a idéia de viver sozinho sem compromissos familiares e sem perdas de tempo que diminuíssem a saciedade do meu apetite sensitivo.

tava tudo programado. eu ia terminar a faculdade, ganhar pouco, trabalhar pouco e estudar muito! pra sempre! e sozinho.


era isso que meu lado racional projetava e talvez fosse isso q eu realmente deveria ser.


Porém, contraditoriamente, meu lado sensitivo sempre quis se casar e, em seus momentos de devaneio, imaginava um Luc adulto chegando em casa com dois filhinhos pequenos gritando "papai, papai", um jardim de grama verde e macia e uma esposa linda na porta de casa.

eu deveria renunciar a isso se quisesse matar minha infindávell curiosidade de conhecimento. Como não tinha experiências sensatas com garotas, o lado racional parecia estar totalmente bem fundamentado. dava pra chegar a seguinte conclusão num piscar de olhos: "garotas? td iguais... aquela idéia escrota de chegar em casa na grama fresca é só uma ilusão ridícula."
mas como toda criança que na verdade morre de vontade de comer um certo doce, nega com todas as forças para os os outros que não o queria, eu negava para mim mesmo que a coisa que eu mais queria era o que eu menos queria ou o q eu menos deveria querer.

Foi nesse espaço temporal que conheci uma menina e me envolvi com ela. Mesmo estando 3 - 4 anos sem ficar com menina nenhuma, nem toda perseverança é eterna qnd o instinto se ensoberba furiosamente. Minhas notas decaíram, minha atenção diminuiu violentamente (eu só tinha atenção para ela) e eu começava a agir mais pelo lado da sensação do que pelo lado do coração. as vezes em certas investidas, eu pedalava a toda a velocidade em direção a ela e me perguntava o pq de fazer aquilo e sem obter respostas, ordenava-me : pare, pare, par! e eu nao conseguia parar.

é como se minha razão tivesse sido abandonada ao escuro relento e só minha fúria passional comandasse.
eu me sentia ofendido por isso, pois eu que sempre amei a razão e seus frutos de repente me via renegando meus proprios princípios.

em outra parte dentro de mim, crescia uma idéia de me casar , de novo. alguma esperança adormecida pelos anos de negação, ressucitava certas idéias que ao meu ver eram patológicas.
Porém eu insistia furiosamente e para não dar lugar a essas sensações eu cheguei a conclusão de que seria melhor eu ocupar minha mente. e o que melhor para ocupar a minha mente senão matando minha curiosidade?
decidi fazer outro curso além de ciências biológicas. assim eu poderia esquecer uma garota, esquecer uma idéia ridícula de casamento e alicerçar de uma vez por todas a vida acadêmica.

só que, da mesma maneira como a paixão conjugal afundou minhas notas, minha paixão academica afundou minhas notas tb!

eu ja não conseguia pensar em outra coisa senão nas faculdades. e não tinha tempo pra fazer o q devia ser feito. só pra pensar no q devia ser feito.

porém subitamente, eu vejo q existem sim, meninas legais, q eu posso conhecer várias delas e escolher uma pra pisar naquela grama verde e macia comigo.
Não que eu pense em casar com uma determinada ou indeterminada menina. mas é que agora estou aberto à possibilidades, e convenhamos, estar com o leque aberto é mt melhor.
pode ser q eu me case, pode ser que não, todavia vou fazer com q em ambos os casos eu esteja seguro!

e estar seguro nos dois casos é ao mesmo tempo estudar pra cacete saciando minha curiosidade e estar preparado para enfrentar uma família e acreditem ¬¬" foi uma garota que me fez pensar assim. sendo assim eu decidi largar ciencias biologicas (ao menos por um tempo) e fazer o que tem q ser feito: unir o útil ao agradável mantendo o mercado aberto.

à essa menina, agradeço por tds os momentos caridosos que ela dispos a mim. e agradeço por toda mudança que minha vida teve a partir do momento que a conheci. sei q é pouco tempo pra dizer q é uma mudança duradoura. sei q é pouco tempo para desembestar sentimentos precipitados por alguém. Mas sei q o tempo não perdoa e gostaria que antes de me arrepender por não ter feito certas coisas, falar certas coisas q me vem a cabeça.

bjs cara, te adoro!

=]