sábado, 29 de janeiro de 2011

Derreta 5 Kg em 5 semanas

Peguei essa dieta associada a um treino na revista Runners.

Dieta para homens:

  • Lanche pré-treino -> 1 banana prata média ou 1 fatia média de abacaxi ou 2 copos de água de coco ou 1 laranja média ou 1 goiaba média ou 1 maçã média com casca.
  • Café da Manhã -> 1 copo médio de leite desnatado ou 1 copo médio de iogurte light
    1 xícara de café com adoçante ou 1 xícara de chá com adoçante ou 1 copo de limonada ou 1 copo de suco de maracujá com adoçante;
    2 fatias de pão integral ou 1 pão francês ou 4 torradas integrais ou 1 xícara de cereal matinal sem açúcar;
    1 fatia média de queijo minas frescal ou 1 fatia média de ricota ou 1 colher de sopa cheia de queijo cottage ou requeijão light;
  • Almoço -> 1 prato de sobremesa de salada de alface ou 1 prato de sobremesa de rúcula ou agrião ou 2 colheres de sopa de espinafre;
    3 colheres de sopa de legumes refogados ou 1 colher de sopa de beterraba ou 2 colheres de sopa de chuchu ou 1 ramo médio de brócolis ou 1 colher de sopa de vagem;
    6 colheres de sopa de arroz integral ou branco ou 3 unidades médias de batatas cozidas ou 6 colheres de sopa de macarrão cozido;
    4 colheres de sopa de feijão ou 4 colheres de sopa de lentilha ou de soja;
    1 filé pequeno de peixe ou 1 filé mignon grelhado pequeno ou 2 colheres de sopa de carne moída ou 1 filé de frango grelhado pequeno ou meia lata de atum ou omelete de 2 claras e 1 gema ou 4 fatias finas de peito de peru;
    1 fatia média de abacaxi ou 2 ameixas frescas ou 1 caqui médio ou 2 fatias de manga ou 1 fatia grossa de melancia ou 1 fatia média de melão ou 8 uvas itália.
  • Lanche da tarde -> 1 pera média com casca ou 15 morangos ou meio mamão papaia ou 1 kiwi grande;
    3 biscoitos de água ou 2 torradas integrais ou 1 barra de cereais light.

  • Jantar -> 1 prato de sobremesa de salada de folhas ou legumes com 2 colheres de chá de azeite de oliva ou 1 prato de sobremesa de rúcula ou agrião ou 2 colheres de sopa de espinafre ou 1 tomate e meio com 2 colheres de chá de azeite de oliva;
    4 colheres de sopa de arroz branco ou integral ou 1 batata média ou 2 colheres de sopa de macarrão cozido;
    1 filé pequeno de peixe ou 1 filé mignon grelhado pequeno ou 2 colheres de sopa de carne moída ou 1 filé de frango grelhado pequeno ou meia lata de atum ou omelete de 2 claras e 1 gema ou 4 fatias finas de peito de peru;
    1 pera média com casca ou 1 xícara de chá ou café com adoçante ou 1 copo de limonada ou 1 copo de suco de maracujá com adoçante.
  • Ceia -> 1 copo de iogurte light ou 1 copo médio de leite desnatado ou 1 fatia média de ricota ou 1 fatia média de queijo minas frescal ou 1 colher de sopa cheia de queijo cottage ou requeijão;
    2 colheres de sopa de aveia em flocos ou 3 bolachas d'água ou meia xícara de cereal sem açúcar ou meio pão francês ou 1 barra de cereal light ou 2 torradas integrais.

Dieta para Mulheres:

  • Lanche pré-treino -> 1 fatia média de abacaxi ou 2 copos de água de coco ou 1 laranja média ou 1 goiaba média ou 1 pera média ou 1 maçã média com casca.
  • Café da manhã -> 1 xícara de café com adoçante ou 1 xícara de chá ou 1 copo de limonada ou 1 copo de suco de maracujá com adoçante;
    1 copo médio de leite desnatado ou 1 copo médio de iogurte light;
    1 fatia de pão integral ou ou meio pão francês ou 2 torradas integrais ou meia xícara de cereal matinal sem açúcar;
    1 fatia média de queijo minas frescal ou 1 fatia média de ricota ou 1 colher de sopa cheia de queijo cottage ou requeijão light.
  • Almoço -> 1 prato de sobremesa de salada de alface ou 1 prato de sobremesa de rúcula ou agrião ou 2 colheres de sopa de espinafre;
    3 colheres de sopa de legumes refogados ou 1 colher de sopa de beterraba ou 2 colheres de sopa de chuchu ou 1 ramo médio de brócolis ou 1 colher de sopa de vagem;
    4 colheres de sopa de arroz integral ou branco ou 2 unidades médias de batatas cozidas ou 4 colheres de sopa de macarrão cozido;
    4 colheres de sopa de feijão ou 4 colheres de sopa de lentilha ou de soja;
    1 filé pequeno de peixe ou 1 filé mignon grelhado pequeno ou 2 colheres de sopa de carne moída ou 1 filé de frango grelhado pequeno ou meia lata de atum ou omelete de 2 claras e 1 gema ou 4 fatias finas de peito de peru;
    1 fatia média de abacaxi ou 2 ameixas frescas ou 1 caqui médio ou 2 fatias de manga ou 1 fatia grossa de melancia ou 1 fatia média de melão ou 8 uvas itália.

  • Lanche da tarde -> 1 pera média com casca ou 15 morangos ou meio mamão papaia ou 1 kiwi grande.

  • Jantar -> 1 prato de sobremesa de salada de folhas ou legumes com 2 colheres de chá de azeite de oliva ou 1 prato de sobremesa de rúcula ou agrião ou 2 colheres de sopa de espinafre ou 1 tomate e meio com 2 colheres de chá de azeite de oliva;
    2 colheres de sopa de arroz branco ou integral ou 1 batata média ou 2 colheres de sopa de macarrão cozido;
    1 filé pequeno de peixe ou 1 filé mignon grelhado pequeno ou 2 colheres de sopa de carne moída ou 1 filé de frango grelhado pequeno ou meia lata de atum ou omelete de 2 claras e 1 gema ou 4 fatias finas de peito de peru;
    1 porção de gelatina light ou 1 xícara de chá ou café com adoçante ou 1 copo de limonada ou 1 copo de suco de maracujá com adoçante.

  • Ceia -> 1 copo de iogurte light ou 1 copo médio de leite desnatado ou 1 fatia média de ricota ou 1 fatia média de queijo minas frescal ou 1 colher de sopa cheia de queijo cottage ou requeijão;
    2 colheres de sopa de aveia em flocos ou 3 bolachas d'água ou meia xícara de cereal sem açúcar ou meio pão francês ou 1 barra de cereal light ou 2 torradas integrais.
Treino para Iniciantes:

  • semana 1: seg- descanso
    ter- 10 min caminhada +5x(3 min caminhada rápida + 1 min corrida leve)
    qua - musculação
    qui - 5 min caminhada rápida + 10x(30 seg corrida forte + 1 min trote leve)
    sex - musculação
    sáb - 10 min caminhada rápida + 5x(4 min corrida leve + 1 min caminhada rápida)
    dom - descanso
  • semana 2: seg - descanso
    ter - 10 min caminhada +5x(3 min caminhada rápida + 2 min corrida leve)
    qua - musculação
    qui - 5 min corrida leve + 10x(1 min corrida forte + 1 min trote
    sex - musculação

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Augusto Angélico (à augusto dos anjos - parafraseando gregório de mattos)


Depois da orgia
(Augusto dos Anjos)

O prazer que na orgia a hetaíra goza
Produz no meu sensorium de bacante
O efeito de uma túnica brilhante
Cobrindo ampla apostema escrofulosa!

Troveja! E anelo ter, sôfrega e ansiosa,
O sistema nervoso de um gigante
Para sofrer na minha carne estuante
A dor da força cósmica furiosa.

Apraz-me, enfim, despindo a última alfaia
Que ao comércio dos homens me traz presa,
Livre deste cadeado de peçonha,

Semelhante a um cachorro de atalaia
Às decomposições da Natureza,
Ficar latindo minha dor medonha!





Anjo no nome, Angélica na cara

Anjo no nome, Angélica na cara
Isso é ser flor, e Anjo juntamente
Ser Angélica flor, e Anjo florente
Em quem, se não em vós se uniformara?

Quem veria uma flor, que a não cortara
De verde pé, de rama florescente?
E quem um Anjo vira tão luzente
Que por seu Deus, o não idolatrara?

Se como Anjo sois dos meus altares
Fôreis o meu custódio, e minha guarda
Livrara eu de diabólicos azares

Mas vejo, que tão bela, e tão galharda
Posto que os Anjos nunca dão pesares
Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda




Fontes:



quarta-feira, 21 de julho de 2010

À respeito das mulheres





1- Controle a si mesmo
2- Controle seu relacionamento
3- Controle sua mulher



segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Bonum Faciendum

Introdução
Há muitas pessoas que clamam por justiça ao depararem-se com situações que consideram injustas e desonestas. Mas não sendo especialistas em direito, como podem clamar por justiça?
Ainda quando as pessoas afirmam ter um direito que não está previsto pela lei positiva -"Afina, eu tenho o direito de ser feliz"- parece haver algo superior à lei dos homens, que é intuitivamente conhecido por eles e que rege os princípios do Direito Positivo. A esse "algo superior" chamamos Direito Natural.
A noção de Direito Natural já tinha sido pensada por Sófocles na sua obra dramatúrica Antígona. Na obra, o rei Creonte havia proibido o sepultamento do irmão morto Polínice, ao que Antígona desobedece sob a alegação de que acima da ordem positiva do rei, haviam outras leis não escritas a serem cumpridas.

1- Essência e natureza
Há coisas que existem e coisas que não existem. As coisas que não existem não podem serdefinidas, uma vez que não possuem características individuais e reais. Já nas coisas quem existem podemos citar um conjunto de seres que a definem - por mais extenso que possa ser tal citação- já que a quantidade de seres é finita. Ao conjunto abstrato de seres que compreende um ser podemos chamar de essência. Ex.: Homem é animal, é racional, é mamífero. Os três seres que citei fazem parte da compreensão de homem. Portanto a essência diz o que é uma realidade. o conjunto de seres que o homem é, é a sua própria essência. Mas note que não é um simples conjunto de seres individuais. O homem enquanto homem é uma coisa só, portanto sua essência traduz uma espécie de pluralidade unitária, pois o homem tem uma só essência. à grosso modo é como uma receita caseira que é feita de muitos ingredientes, mas não podemos dizer que o produto da receita é o ingrediente. O produto é uma coisa só, um bolo, um cozido, um sorvete. Apesar de podermos separar os seres de um determinado ser através da faculdade de abstração que a inteligência possui, é como se pudéssemos pegar todos os ingredientes e batêssemos num liquidificador e o resultado, uma massa grossa e homogênea, tivesse um sabor só, uma essência só que é o resultado dos múltiplos seres que essa coisa é.
Essência é o que uma coisa é. Forma é o que define uma coisa. Fiquemos atentos à essa distinção para não confundir forma com essência.
E o que é natureza, afinal? Natureza e essência são a mesma coisa, porém usamos a palavra natureza quando queremos enfatizar um aspecto mais mutante do ser. Quando falamos da natureza do homem, falamos da essência dele sob uma ótica de algo que pode vir-a-ser, pode mudar. A palavra natureza vem do latim nasci e por isso mesmo é utilizada nesse contexto tentando passar a idéia de algo que nasce, que vem a ser.
Quando falamos da natureza de um ser, estamos inclinados a falar da suas definições e propriedades. Assim o fato do homem ser mamífero é da natureza do homem. Um homem que não seja mamífero não está segundo sua natureza e provavelmente esse ser não-mamífero, deve ser outro que não homem. Assim podemos inclusive dizer que algo está agindo contra sua própria natureza, quando por exemplo vemos um homem tentando rastejar como uma cobra ou tentando ser qualquer coisa que ele não seja e não possa ser pela sua própria essência.

2- Inclinações, vontade e tendências
2.1 Inclinações e Tendências
Se dizemos que um homem que tenta se alimentar de pedras está agindo contra a natureza, imaginamos que exista um limite na quantidade de coisas que ele pode comer. Essas coisas são as tendências do homem. Um homem tende a se alimentar de carboidratos mais simples. Carboidratos complexos como a celulose não são digeridos pelo homem e logo se houver algum que se alimente realmente de celulose, está agindo contra sua tendência NATURAL de se alimentar de outros carboidratos mais simples. Claro que no caso do homem existem muitas outras tendências além das tendências alimentares. São elas as tendências afetivas, tendências intelectuais, tendências mecânicas etc. Tendência e inclinação são a mesma coisa.

2.2 Liberdade e Vontade
Alguns filósofos consideram a Liberdade absoluta como bem supremo. Daí aqueles pintores que pintam o que vier à cabeça. Daí as pessoas que fazem o que vier à cabeça. Esses homens acreditam que estão em direção ao bem maior que seria a liberdade, mas como dizia um meu professor de educação física, "Não confunda libertinagem com liberdade!". Há certas coisas nas tendência humanas das quais o homem não pode se abster. A felicidade é uma delas. Todo homem deseja a felicidade e isso é a própria tendência do homem. Não há como ele abrir mão do desejo felicidade. Usando as palavras da cantora Cláudia Leite: "Eu quero ser feliz antes de mais nada.", podemos notar a necessidade natural, a tendência, a essência do homem em buscar a felicidade. Aquele homem que não busca a felicidade está agindo contra sua própria natureza.
Da mesma maneira como não posso escolher se alimentar de celulose, não posso escolher não ser feliz, não há liberdade nesse quesito. Porém posso escolher dentro dos meus limites, qual carboidrato comer, posso escolher entre esse e aquele livro, entre fazer Biologio ou Análise de SIstemas e há uma certa liberdade dentro dessa restrita tendência de ser feliz. Porém não há, nesse mundo, uma fonte de felicidade absoluta. Comer todas as comidas, sentir todos os prazeres, adquirir todo o conhecimento, nada disso nos fára perfeitamente felizes, seremos sempre incompletos, como observavam Freud e Tomás de Aquino, já que a própria liberdade de escolha é imperfeita. Quando escolho aquela mulher para casamento, estou escolhendo algo que suponho fazer-me feliz, mas como na verdade não possuo liberdade para escolher entre ser feliz e não ser, a própria escolha é uma espécie de escolha forçada, tendenciosa. A palavra tendenciosa descrever perfeitamente a situação, pois deriva da palavra tendência e é disso mesmo que falamos nesse texto.
Então vemos que existe uma definição mais precisa de liberdade do que a simples definição de poder fazer o que quiser. Quando um cavalo está em um cercado, ele tem sua liberdade tolhida, limitada. Num estábulo mais ainda. Suponhamos agora que libertamos o cavalo e ele vai correndo e atravessa todo continente usufruindo da sua liberdade. Então ele chega em campos e morto de sede vai até o rio paraíba beber água. Nota o fluxo do rio e continua, na sua liberdade, correndo em direção a foz. Como se nunca pudesse parar, o cavalo encontra o mar e vai nadando em direção ao horizonte. Este cavalo está livre. Dentro das tendências dele (nadar, correr) ele pode usufruir das suas potências. Assim liberdade é quando podemos usufruir do que temos - intelectualmente, materialmente, afetivamente etc.

3- Direito e Justiça
Nessa nossa liberdade de agir, de pensar , de viver , vemos o próprio conceito de justiça e direito. Minha tendencia é pensar, logo tenho tenho o direito de pensar e logo é justo que permitam meu pensamento. Direito é exatamente isso: a liberdade de possuir o que já se tem. Tenho inteligência, logo posso usá-la. Tenho terras, logo posso usar. Tenho pernas, logo posso andar. Quem tolhir esses meus bens está sendo injusto. Assim vemos que imediatamente após a idéia de direito vem a idéia de justo. A medida que me é tolhido algum direito é tolhida alguma proporção, alguma medida. Se tenho 30 Hc de terra posso usar os 30 Hc. À medida que não uso a terra, estou não estou exercendo meu direito de usar e a medida que uso mais terra do que tenho, estou ultrapassando meu direito de usar. Assim a justiça é uma espécie de meio termo, uma espécie de igualdade que age em prol dos outros, daí o princípio de isonomia no Direito (a lei é igual para todos). Aristóteles ainda define dois tipos de justiça, uma justiça moral e uma justiça positiva
a) Justiça moral: aquela virtude que vem a regular as outras virtudes, dando-lhes correta proporção e equilíbrio. Há em aristóteles um conceito de vícios opostos aonde o afastamento de um vai ser a aproximação de outra. A medida que você encontra o meio, a posição aonde a distância de dois vícios opostos é igual, encontra-se uma virtude, encontra-se a justa posição entre um e outro vício. Para dar essa justa posição somente a virtude da justiça.
b)Justiça positiva: da mesma forma, nas leis, aquela que encontra a justa posição de um bem aonde dar o que é de direito a cada um, constitui a própria justiça.
Se o direito é a liberdade de agir de acordo com a tendência de um ser, a justiça é o fato de dar essa liberdade a esse ser.

4- O bem
4.1-Bondade
A bondade é a capacidade de satisfazer uma tendência natural do ser. Assim se aquelas tendências citadas no início podem ser satisfeitas, o objeto da satisfação é um bem. Ex.: A comida que mata a fome é um bem. No entando o bem não prevê somente os seres conscientes. O bem é uma necessidade de todo ser, inclusive a pedra. Isso se dá pois todo ser, exceto Deus, é imperfeito. Nas suas imperfeições, cada ser tende naturalmente para a perfeição e aí que o bem se torna uma necessidade, uma tendência geral do ser, de todo ser.
Como fica claro, todo ser tem sua tendência satisfeita por outro ser, daí o ser e bem serem conversíveis. Todo bem é ser e todo ser é bem.

4.1.1-Bondade Formal e Bondade Ativa
Apetecer um apetite de um ser pode ser feito de duas maneiras: em relação a um outro ser ou em relação a si mesmo. Quando apetecemos a tendência de outro ser, nos configuramos como um bem ativo, algo mais perfeito que o outro ser e que aplaca sua necessidade. Nisso que temo algum grau de perfeição e que podemos satisfazer a necessidade de outro ser, somos também nosso próprio bem, porque somos algo e sendo algo somos bem como se tivéssemos algumas necessidades satisfeitas por nós mesmos antes delas se manifestarem. A isso dá-se o nome de Bondade Formal

4.2-O mal
Se todo bem é um ser, o mal só pode ser a ausência de algum ser, de algum bem. Por causa disso, o mal não tem essência e nem entidade exatamente ao contrário do que pregam algumas crenças gnósticas. O mal é o não-ser. Isso fica devidamente claro quando consideramos a perda de um parente, a perda de algum bem como um mal. Contudo as flexões idiomáticas causam certa confusão: Perdi a fome. Essa frase se tomada ao pé da letra, pode ser interpretada como um ser que perdeu um bem. Mas sabemos de antemão que a fome não é um bem, é exatamente o inverso. Portanto a frase ficaria metafisicamente correta assim: Tive minha fome apetecida. Tive uma necessidade satisfeita.

5-Direito Natural
5.1-Princípios do Direito Natural
Temos nossa necessidades apetecidas por um bem e já que o mal consiste exatamente na privação desse bem , parece que todo ser possui uma tendência natural para rejeitar o mal, rejeitar o não-ser. Além disso, uma vez que todo ser é a satisfação de alguma necessidade alheia, tem-se que o bem é algo a que tudo tende, é uma lei tender ao bem e uma lei a que nada escapa. Automaticamente observa-se que a posse de um bem que um ser já tem é um direito, se enquadrando na definição de direito acima, e, por ser pertecente a todo ser e uma tendência de todo ser, é mesmo um direito natural. A justiça vai consistir em permitir a esse ser liberdade com aquilo que já possui(dar a cada um o que é seu). Essa consistência do Direito Natural nos obriga a 4 coisas:
a)Bonum Faciendum - O bem deve ser feito;
b)Neminem Laedere - Não lesar a ninguém;
c)Suum Cuique Tribuere - dar a cada um o que é seu;
d)Honeste Vivere - viver honestamente.
Em síntese deve-se fazer aos outros apenas o que se faria a si e não fazer-lhes o mal.



5.2-Da Lei
Em vista a noção geral de bem e a necessidade geral do bem e de justiça, é possível que alguém competente dê razão aos direitos dos seres em geral e essa razão promulgada é a própria lei. Aquele ser que promulga a lei está a par daquelas razões gerais que movem em seres. Assim, Tomás de Aquino determina a lei como uma regra e medida dos atos de um ser, por isso mesmo as próprias inclinações do seres são leis, as próprias tendências e propriedades do seres são leis. É próprio da lei ordernar e toda ordem exige um ordenador e esse ordenador pode ser Deus ou o homem. Quando Deus cria o universo e estabelece as leis que o regem(como as próprias leis da física), quando Ele cria a lei natural ele é um legislador. Fica claro que a lei natural não é criada pelo homem, ela é conhecida através da razão humana, mas não é criada, visto que o homem não pode reger, dar leis e ordenar o ser. Tomás de Aquino ainda define três tipos de lei a saber:

a) Lei Eterna - plano de Deus para a elaboração do universo. Evidentemente toda a ordem do universo exige um ordenador e esse ordenador é o próprio Deus. Aos conjuntos de leis elaboradas por Deus na criação do Universo, dá-se o nome de Lei Eterna.



Diz ainda Tomás de Aquino que por uma coisa ser conhecida ou por ela mesma ou por seus efeitos, todo homem conhece a lei eterna através dos efeitos que ela produz. A lei eterna é a lei suprema, a planta baixa da casa. É de onde todas as outras leis, inclusive a Lei Natural vêm.



b)Lei Natural - preceito ligado à própria natureza do homem. O homem tem uma só natureza e portanto uma lei que rege sua natureza. Nesse sentido, podemos dizer que existe uma lei natural. Inclusive, acrescenta Tomás, assim como o fogo tende a esquentar, o homem tende a agir racionalmente, pois é da natureza humana a razão e agir segundo a razão é agir com virtude, por isso a virtude pertence a lei natural.



c)Lei Positiva - É a lei organizada pelo homem para prover o bem geral. O homem por ter sua tendência a virtude, a agir racionalmente, precisa de disciplina e portanto de um agente disciplinante. A lei humana é criada para disciplinar e organizar a ação humana de acordo com o bem geral dos homens, mas consiste ela mesma de um derivado da Lei Natural (que por si já é derivada da Lei Eterna).






Bibliografia:
Jolivet, Regis - Tratado de Filosofia Vol III: Metafísica
Aquino, Tomás - Sumae Teologicae, Prima Secundae: Q90 a 97(Tratado de la Ley en General)

sábado, 19 de dezembro de 2009

Do crescimento da China e outras estórias

De tanto se falar em crescimento da China, eu resolvi postar algo sobre isso. Mas esse não foi o favor que desencadeou o raciocínio.

1- Crescimento x Tamanho
Eu, nas minhas loucas aventuras, estava planejando tomar esteróides anabólicos e lendo livros à respeito encontrei um trecho que falava da velocidade de crescimento comparada entre os atletas avançados e os iniciantes. Quando o iniciante se aventura no esporte, ele vê uma grande desproporção entre velho e o novo. Por exemplo: um fisiculturista que acabou de entrar na academia ganha 3 kg por mês. se ele é magro e tem 50 Kg, então em 2 meses ele experimenta um aumento de 12% sob sua massa.
Já o crescimento em fisiculturistas avançados é mais lento: eles pesam 110 Kg e variam entre 107 e 112 kg por mês, representando 3% de sua massa. É claro que os fisiculturistas novos crescem bem proporcionalmente falando, mas isso não significa necessariamente que eles ultrapassariam os avançados, até porque sua taxa de crescimento vai diminuir com o próprio crescimento. Que coisa é a natureza!! O próprio crescimento irá causar uma frenagem na taxa de crescimento.
O tamanho não é crescimento.
É possível que a China ultrapasse os países desenvolvidos (tanto quanto é possível que o Azerbaijão pouse na Lua), só isso não é possível prever agora.

2- A verdade
Se é divulgado pela mídia a verdade de que a China é o país que mais cresce, por que outros indicativos menos tendenciosos não são igualmente divulgados? A China ainda é um país pobre e muito pobre, tem uma mercado consumidor enorme e sem poder aquisitivo e que mesmo sendo um país populoso seu PIB ainda é menor que o PIB japonês.
O FMI em 2008 afima que a China é o centésimo país do mundo na ordem do PIB per capita, ficando atrás de países como o Panamá e o Azerbaijão. Fica demonstrado claramente que apesar de ter um grande PIB, ninguém tem dinheiro e que o grande PIB é apenas cumulativo em relação ao número de pessoas e não em relação à riqueza do país.

3- Ainda que falasse mandarim, sem inglês eu nada seria
Talvez valesse mais a pena falar qualquer uma das 99 línguas dos respectivos países acima da China do que falar mandarim.


fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_países_por_PIB_(Paridade_do_Poder_de_Compra)_per_capita

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

À uma dama dormindo junto à uma fonte

À margem de uma fonte, que corria
Lira doce dos pássaros cantores
A bela ocasião das minhas dores
Dormindo estava ao despertar do dia

Mas como dorme Sílvia, não vestia
o céu eus horizontes de mil cores;
Dominava o silêncio entre as flores
Calava o mar, e rio não se ouvia

Não dão o parabém à nova Aurora
Flores canoras, pássaros fragrantes
Nem seu âmbar resóra a rica Flora

Porém abrindo Sílvia os dois diamantes
tudo a Sílvia festeja, tudo adora
Aves cheirosas, flores ressonantes

Gregório de mattos

sábado, 12 de dezembro de 2009

Julgue-me se capaz -- Um ensaio sobre relações objetais

Julgue-me se minha moral tiver e melhor do que eu for

tese: A frase repetida aos montes, além de refletir um caráter prepotente, denota manipuladorismo do autor.



A- O Juízo é uma faculdade mental e legítima portanto.

Como define bem Aristóteles, a inteligência tem três operações mentais: Conceituação, Juízo e Raciocínio.
Conceituação é a faculdade de ter idéias, note que ter idéia é diferente de imaginar. Imaginação é a faculdade de compor imagens, sejam elas motoras, visuais, auditivas ou etc e é por isso que pode-se dizer que os animais irracionais também imaginam, contudo não pensam.

Já raciocínio é a capacidade de organizar as idéias, juízos e raciocínios e extrair as relações de causa e efeito entre eles. Exemplo: Fulana é gorda. Quem é gordo tem tendência a contrair doenças coronarianas. Mariana tem tendência a contrair doenças coronarianas.

Por último, o juízo demonstra-se como a propriedade de estabelecer as relações entre conceitos, para que possa operar o raciocínio. Isso é demonstrado uma vez que,não tendos como dizer que fulana é gorda sem saber o que "gorda" é, somos forçados a, baseados no conceito de "gorda", determinar que fulana é gorda.

Com as três definições acima, notamos que o juízo, raciocínio e conceituação estão intrisecamente ligados, tal forma que não é possível julgar sem ter um conceito e sem razão, não é possível ter um conceito sem raciocinar e sem julgar, nem é possível raciocinar sem julgar e sem conceituar.

O Juízo é próprio da inteligência humana e é portanto legítimo nas atividades pensadoras deste. Limitar o juízo, é limitar o pensamento. Que limites pode ter um homem na sua faculdade de pensar? Ora, nada mais tirano do que dizer à um ser pensante por natureza: Não pense. Uma lástima.

B.1- A Amizade psíquica não pode influir no Juízo

Se partirmos da premissa de que a amizade é o bem-querer do amigo por outro amigo, deveria saber o amigo que não pode desejar irracionalidade à seu amigo, visto que a irracionalidade é para os homens, um mal. Por muitas vezes, percebemos que o erros consistem em querer o bem relativo à si acima dos bens absolutos. Que bem relativo poderia ser esse?

O não-juízo confia à pessoa uma aparência desejada em detrimento da aparência real. Não ser tido como gordo, apesar de fato inverídico, é preferível diante de ser tido como gordo, fato verídico.

B.2 A preferência da mentira ao invés da verdade:

O instinto de morte é o que guia o animal para a realização/finalização de uma dada ação. Assim, quando a pessoa mastiga a carne para comer, deseja engolir e enquanto não engole cria uma pulsão por engolir que assim que satisfeita, descarrega suas energias psíquicas. Este descarrego é o prazer.

O inconsciente carrega todas as pulsões, inclusive aquelas relacionadas à forma corporal. Uma pulsão(lê-se desejo inconsciente) por ser magra, uma vez não satisfeita, parece encontrar mais satisfação no afastamento do juízo alheio de "gorda" e consegue descarregar o restante das energias sob a forma de projeções como comer, dormir, não andar, que seriam sinais de não-gorda. Por outro lado quando a pulsão não é satisfeita, suas energias tendem a ir direto contra as causas aparentes do juízo "gordo", imediatamente a pessoa que julga. Daí o termo carregadíssimo: "se tiver moral", que está muito distante de uma amizade saudável e muito próximo de uma subserviência do tipo "Obedeça, satisfaça minhas pulsões."

C- A jactância

Se para pensar basta ter as faculdades do pensamento, parece ao impostor dessas leis, uma necessidade de que o outro seja melhor do que ele. Na verdade , premedita seu inconsciente que não hajam seres mais perfeitos que ele.

Negação , em psicanálise, é quando tenta-se consertar uma perda através de atividades que indicariam oposição às atividades que por hora externariam tal perda.
Ex.:
mãe após o funeral: "Eu sei que ele está bem melhor lá do que aqui." ou "Estou ótima e coisa e tal"

Nas trevas do seu subconsciente, o sujeito encontra-se numa situação de contigência, já que falhou nas tentativas de satisfazer a pulsão de magreza. para aquela pulsão (sempre de natureza dual), o todo corresponde ao objeto êxito-magreza/fracasso-gordura, sendo o fracasso-gordura uma espécie de elemento negativo absoluto e sua contrariedade só pode ser: elemento positivo absoluto. Afirmar esse elemento positivo absoluto consiste exatamente no fenômeno da negação. E ela se externaliza após sucessivas filtragens pelo Consciente e Pré-consciente da seguinte forma: eu absoluto, eu-todo-poderoso ou algo do gênero.

Os esforços para neutralizar o fracasso percebido pelo juízo se exibem , também, ditatoriais. Algo com ar de manipulação, de subserviência, de escravidão, pois só seria possível seres inferiores à mim e que portanto não teriam poder para julgar algo além da capacidade destes.


http://www.simpozio.ufsc.br/Port/1-enc/y-micro/SaberFil/PeqPsico/2211y599.html

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

-> A fome e o amor(augusto dos anjos)
Fome! E, na ânsia voraz que, ávida, aumenta,
Receando outras mandíbulas a esbangem,
Os dentes antropófagos que rangem,A
ntes da refeição sanguinolenta!

Amor! E a satiríase sedenta,
Rugindo, enquanto as almas se confrangem,
Todas as danações sexuais que abrangem
A apolínica besta famulenta!

Ambos assim, tragando a ambiência vasta,
No desembestamento que os arrasta,
Superexcitadíssimos. os dois

Representam. no ardor dos seus assomos
A alegoria do que outrora fomos
E a imagem bronca do que inda hoje sois!

fonte: http://www.biblio.com.br/

O Augusto dos Anjos sempre me atraiu pela morbidade de suas obras. Em alguns trechos chega a falar de morte, ossos e funerais. Minha identificação máxima com ele se dá no meu poema "A sós". Naquele momento eu me sentia como se estivesse conversando com o demônio e tendo sua aura asquerosa a penetrar pela minha miserável alma contigente.
Por outro lado, sempre gostei da estética barroca. Os detalhes, a arquitetura, os enfeites, sempre foram , para mim, mais agradáveis que o próprio sentimento subjetivo do romantismo.
Embora me parecendo poetas totalmente opostos, um poeta barroco e um poeta romântico, eu encontrei neles um elemento em comum: a pornografia


->Uma graciosa mulata filha de outra chamada Maricota, com quem o poeta tinha se divertido, e chamava ao filho do poeta seu marido:(Gregório de Mattos)

1
Por vida do meu Gonçalo
Custódia, formosa e linda,
que eu não vi mulata ainda,
que me desse tanto abalo:
quando vos vejo, e vos falo,
tenho um pesar grande, e vasto
Do impedimento, que arrasto,
porque pelos meus gostilhos
fora eu pai dos vossos filhos
antes que vosso padastro

2
O diabo sujo e tosco
me tentou como idiota
a pecar com Maricota,
para não pecar convosco:
mas eu sou homem tão osco,
que a ter notícia por fama,
que lhe mamaste a mama,
e eu tinha tão linda nora,
então minha sogra, fora,
e não fora minha dama

3
Estou para me enforcar,
Custódia, desesperado,
e o não tenho executado,
porque isso é morrer no ar:
quem tanto vos chega amar,
que quer por mais estranheza
obrar a maior fineza
de morrer, porque a confirme,
morra-se na terra firme,
se quer morrer com firmeza

4
Já estou disposto d'agora
a meter-vos num batel
e dar convosco em Argel
por casar com minha nora:
Não vos espante, Senhora,
que me vença tal furor,
que eu sei, que em todo o rigor
o mesmo será, e mais é
ir ser cativo em Salé,
que ser cativo do amor

fonte: Gregório de Mattos - Antologia Poética

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A árvore da serra

A conversa se estende por tempos
onde,fugaz, não percebo a passagem
Meus desejos, encontro, não nego.
Mas à cada palavra, escondo, não peço

Subitamente, a noite, aflora-me sua chegada
e meus pêlos em pé apenas estado de dentro
manifestam, sem ter onde se esconder

E quando menos espero - e mais quero-
encontro-te por cima de mim
das vestes serenas me despido,
da corriqueira aparência me despeço

fluo pela cama com toda promiscuidade
Criativa, ambígua, crescida, diminuída
Esfolada, arcada, cansada, fodida




Você passa dias caozando aquela gata e fica com a impressão de que ela é uma santa.

A ÁRVORE DA SERRA

- As árvores, meu filho, não têm alma!
esta árvore me serve de empecilho…
É preciso cortá-la, pois, meu filho,
Para que eu tenha uma velhice calma!
- Meu pai, por que sua ira não se acalma?!
Não vê que em tudo existe o mesmo brilho?!
Deus pôs almas nos cedros… no junquilho…
Esta árvore, meu pai, possui minha alma!…
- Disse – e ajoelhou-se, numa rogativa:
“Não mate a árvore, pai, para que eu viva!”
E quando a árvore, olhando a pátria serra,
Caiu aos golpes do machado bronco,
O moço triste se abraçou com o tronco
E nunca mais se levantou da terra!


Ai, ai, chega o fim de semana!!!!

Ao conde de Ericeira D. Luiz de Menezes, pedindo louvores ao poeta, não lhe achando ele préstimo algum

Um soneto começo em vosso gabo;
Contemos esta regra por primeira,
Já lá vão duas, e esta é a terceira,
Já este quartetinho está no cabo.

Na quinta torce agora a porca o rabo:
A sexta vá também desta maneira,
Na sétima entro já com grã canseira,
E saio dos quartetos muito brabo

Agora nos tercetos que direi?
Direi, que vós, Senhor, a mim me honrais,
Gabando-vos a vós , e eu fico um Rei

Nesta vida um soneto já ditei,
Se desta agora escapo, nunca mais;
Louvado seja Deus que o acabei.

Gregório de Mattos

domingo, 22 de novembro de 2009

Narrativa

Em torno de paredes informes meu vazio se exaspera
Como se preencher-se fosse dos vícios a virtude
Ser preenchido por sua forma, inconvenientemente espera.
A barriga agora relaxada apenas sente o presságio da forma
Deseja-o incessamente, se abre, se fecha, se não abre, não fecha

Pouco à pouco o vazio vai tomando forma, o branco se torna colorido
e tudo aquilo que antes só existia fora de mim, passa a ser eu mesma,
como se odiasse minha própria compleição, a reprimo.

Reprimo, mas desejo, dependo, espero...

Descrever sua forma não sei ao certo, apenas permito
que com fúria exaure minha informe ausência e,
por frágil que sou (admito), me esculpa em sua forma

Ativa. Agora já totalmente passiva, sou apenas esboço de tua obra.
Tomo forma. Preencho-me lascivamente, delicadamente surto
Barriga contraída. Me dou conta de que a forma sou eu, é você.
Recebo o toque final e me desenformo. Vazia que estou, vazia que sou, gozo.


Amigos, quem interpretar essa poesia com seu correto significado, ganha uma poesia minha especialmente dedicada.

abraços

sábado, 3 de janeiro de 2009

Infortúnios Conjugais

Já era quase meia noite e Leonardo não chegava. As crianças jaziam na cama como q furibundas de uma divertida tarde na casa dos avós. A rede globo como numa competição por audiência, apenas insistia em mostrar os acontecimentos mais catastróficos do dia , apesar de nada parecer mais catastrófico do que sua própria vida.
Então Ana olhava para o seu retrato de casamento, aquele que todo mundo tem no centro da sala pra mostrar que a união é o fim daquele lar, e murmurava dentro da alma cada segundo do dia daquela união.
Pensava no pq daquele sim, pensava na causa de cada vez q tinha deciddoa a se manter atrelada a quem se ama, apesar das adversidades, que com certeza todos os casais compartilham (claro que de maneira distinta), mas que pareciam ser infindáveis naquela momento.
Ela sabia que amava aquele homem, mas devido as circunstâncias se sentia confusa. Todas as vezes que se lançara num relacionamento novo, ela só pensava na companhia, uma espécie de carência ou insegurança que a motivava a se relacionar.
Mas com o Leo td tinha sido diferente. ela não mais temia um abandono ou necessitava incansavelmente a compreensão dele. Foi como se tivesse plenamente segura e talvez, apenas dessa vez, ela tivesse tido um relacionamento racional com alguém. talvez por isso ela tenha se decidido por casar. Por ter visto q aquilo tinha tido algo de diferente dos outros, algo que verdadeiramente a fazia se sentir especial, algo que realmente valia a pena de ser vivido.
Mas então ela se casa e se vê frustrada, talvez por não ter o q sempre teve dos outros caras ou talvez por não ter o que ela sempre achou necessário ter: companhia
e exatamente como 1 palavra mágica, o pensamento nesse advérbio fez a maçaneta da porta se movimentar seguido de dois fortes cliques seguidos na campainha.
de repente todos aqueles sentimentos ruins dão lugar ao sentimento terno de esperança e ela levanta rapidamente para abrir a porta. Alguns momentos antes ela para no meio do caminho e pensa na loucura que era sair correndo para os braços de um homem que parecia nem se importar com ela (apesar de ser exatamente essa a vontade)e pensou logo num bando de desagradáveis acusações e exigências para fazer. Pensou na irresponsabilidade que era deixar uma mulher só numa casa imensa, quando tudo que ela mais queria era poder dar e receber um pouco de atenção, contar dos problemas enfrentados durante o dia no trabalho, saber dosproblemas enfrentados por ele durante o dia e fazer alguns projetos para o semestre seguinte, mesmo que esses não saíssem do papel. Pensou na irresponsabilidade de deixar duas crianças irem dormir sem 1 beijo de boa noite do pai, sem uma estória de dormir para acalentá-las, tendo ela mesma que fazer todo (e sozinha) o serviço de pai, depois de fazer o serviço de mãe. nada que fosse de má vontade, pq amava mt as crianças, mas algo que ela achava q fazia parte dum relacionamento, duma família.
E então já corada de ira ela abre a porta pronta para se engalfinhar quando vê que não é o léo q está dianta de porta, mas o seu editor-chefe com 1 cara de tulipa-que-não-brotou.
-e o sentimento de supresa dá lugar ao antes tão ruborizado sentimento de ódio-

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Desde novo eu tive problemas pra lidar com a sociedade. Não sei se é porque fui mimado e compreendi uma noção de sociedade que se adapta a mim ao invés de me adaptar à ela, ou se é porque tenho tendências genéticas naturais. Talvez os dois.
A realidade é que nunca procurei ajuda médica e nunca vi sentido nessa busca, já que sempre me considerei normal. Apesar disso, meus pais sempre tiveram um pé atrás e por volta dos meus 13 anos até cogitaram uma consulta psiquiátrica que eu me neguei a ir fortemente.
Anos se passaram e eu nao me controlei devidamente até encontrar no amor td a subsistência dos meus traços anti-sociais. O desejo de satisfazer a pro´pria vontade , muitas vezes em detrimento da vontade do outro, o desejo de ser amado e reconhecido por quem, às vezes, está em outra. o desejo de "aparecer".
o que claramente comporta-se como traço obsessivo em mim, as vezes passa despercebido por outros que me encaram de uma perspectiva mais natural.

Foi num desses amores (numa dessas crises) que eu decidi que precisava de ajuda médica e decidi que precisava de ajuda psicoterápica. e de fato eu estava certo.

passei então a frequentar o serviço de psicologia aplicada da estácio de sá , que pareceu surtir algum efeito ao revelar traços da miinha personalidade, antes nunca observados por mim.
com o tempo, fui achando cada vez mais necessária a participação de um profissional e procurei um psicólogo formado que atende em plantões da Santa Casa de Misericórdia.

Se por um lado eu tenho consciência de que sou anti-social, por outro eu sei que o único meio de quebrar isso é exercer certa sociedade. Pensar nos outros, agir em prol dos outros, ajudar ao outro são coisas que mesmo não vindo naturalmente, ao serem exercitadas dão ao sujeito ensinamento de como viver em sociedade.

não aprendi isso em psicoterapia. aprendi refletindo numa frase de meu pai que diz ser eu uma pessoa egoísta. (e defato egoísmo caracteriza um anti-social)

Sendo assim, la fui eu para minha terapia semanal que da espera ansiosa não resulta nada mais que alívio momentâneo e esperança de um dia acabar com minhas angústias.

Observo no corredor do hospital pessoas com os mais variados problemas : acidentes vasculares, acidentes mecÂnicos, desgaste natural da vida entre coisas mais. Estava eu entretido a observaros problemas físicos da vida e buscar soluções metafísicas para a minha vida baseando-me neles e  eis que me surge, uma senhora de idade, que aparentemente não sabia ler nem escrever, procurando por um consultório.

Eu olhei para ela e pensei que ela se viraria sozinha, porém subitamente acreditei que eu deveria pensar nos outros e agir em prol dos outros, mesmo que aquilo não fosse minha tendência natural. Imediatamente levantei e fui perguntar a ela o que ela precisava.
_A sra está procurando alguma coisa?
_meu filho, lê aqui pra mim, estou sem óculos.
(nesse momento tive a impressão de que a vergonha de não saber ler tomou conta da velha)

tendo lido o comprovante da consulta, fui procurar o tal consultório e a medida que encontrei corri de volta para avisar àquela senhora o lugar correto a se dirigir. Voltei feliz.
Acho que nem várias horas de terapia semanais poderiam me beneficiar mais do que esse pequeno ato. Evidentemente que se trata dum ato pequeno, mas que me fez bem. aquela senhora iria encontrar dificuldades para se dirigir ao consultório e teve suas dificuldades minimizadas. Penso eu ainda que centrado nos meus problemas existenciais, apenas me consumo e que focar no problema dos outros e tentar saná-los é uma forma não só de negar o eu como centro, mas também uma forma de estender o eu numa sociedade.

No momento que voltei para minha espera (feliz) me deparei com duas mulheres, uma de idade mais avançada e outra de idade mais nova.
A mais nova sofria de depressão profunda e apenas ouvia o que a mais velha falava compulsivamente. eu assistia.

foi numa dessas conversas que parei para conversar com uma terceira mulher, mãe de um filho de 14 anos. Ela traz ele religiosamente às consultas psicoterápicas e faz isso com empenho, com amor, como se fosse pra ela mesma e enquanto espera o filho na consulta conversa com os demais pacientes sobre a vida.

E fui conversar com ela a fim de dar-lhe atenção e desviar meus pensamentos suicidas.

Dizia ela que batalhou imensamente pelo filho qnd ele nasceu. ele nasceu prematuro com apenas 1 kg e apesar de não apresentar nenhuma má-formação, manifestou anemia profunda alguns meses depois de nascer.
Penso nessa senhora, sacrificada, com um filho ainda novo no colo e sem saber o que fazer.
tendo procurado um pediatra, recebeu encaminhamento para um hematologista que prescreveu exames de sangue precisos.

Conta ela, que ao requerer o exame, o laboratório negava sua entrega. Isso a deixava abalada, pois não sabia qual o fundamento dessa negação.
Então num fim de tarde chuvoso, com o envelope na mão, ela se dirige ao consultório para encontrar uma resposta. (o homem passa a vida a procurar respostas de mais ou menos valia para o seu ser)
e lá ao saber que o doutor já tinha terminado o expediente, fez questão de descobrir sua moradia e de entregar o exame, já que se preocupava com seu filho. Uma chuva forte caía no início da noite e ao entrar na casa do médico e após ter uma conversa com ele ela ficaria apavorada.
_  asenhora tem condiçoes de cuidar do seu filho?
_doutor, se eu não tiver condições, criarei condições. respondeu ela

as vezes o pavor parece deprimir certas pessoas. em outras o pavor funciona como estimulante. Nesse caso uma luta em prol de outra. uma luta por amor.

E os medicamentos saíam custosos para aquela senhora sacrificada, sendo necessário vender até uma bicicleta do marido para patrocinar o tratamento do filho.

As vezes me pergunto, se esse menino é hoje um menino forte e sadio pelo tratamento ou se o é pelo esforço da mãe. Me pergunto se o tratamento mais eficaz do universo teria o mesmo efeito sem o esforço daquela mãe desesperada e valente.

Não penso, hoje, no amor como 1 conjunto de joguinhos egocêntricos e paparicos. apenas vejo a luta sem exitação pelo bem de outro , mesmo em detrimento do próprio bem e que não tem muito fundamento ou causa, apenas a propria benevolencia da alma humana que por sua propria natureza se inclina ao belo, ao bom e ao verdadeiro.

Ao olhar para esses amores egoístas que tive, que na verdade exigiam mais carinho e mimo do que amor,  sinto veergonha. Mas sinto orgulho por ter conhecido essa mulher simples, que nunca estudou metafísica, que nunca estudou matemática a fundo e nunca connheceu nada profundamente a cerca do universo, mas teve virtude. 


CARIDADE

aquela virtude de que paulo fala e que mais tarde camões se refere como amor é sim a manifestação mais nobre do homem. Pois o homem sendo animal inteligente  (capaz de conhecer) é capaz de conhecer o bem e pela vontade livre (diferente dos outros animais) desejá-lo bem como conhecer suas causas e efeitos além de desejá-lo ao próximo.

E a isso eu chamo de amor. Não o amor hipócrita que pensa em si mesmo, que acha que o mundo é uma fantasia de beijos e abraços puramente carnais, mas um amor puro e verdadeiro, que não difere homem de mulher, velho de criança ou namorada d de amigo. Um amor que busca acima de tudo o bem alheio, pois é isso mesmo a sua definição (bem-querer do próximo). Um amor que olha pra verdade ao invés de olhar pra si mesmo. um amor.

Reflitam caros companheiros. e tentemos construir um mundo melhor (de verdade, sem falsos altruísmos)


sábado, 13 de setembro de 2008

Ciência e Fé

Em face às grandes discussões da modernidade, a solução parece estar mais próxima do que imaginavam os filósofos do século XIX. Tudo já estava resolvido desde o século XIV, quando os filósofos escolásticos, baseados no estudo de Aristóteles e de seus contemporâneos, elaboraram as mais profundas respostas para as mais estonteantes perguntas da humanidade.
Logo após o seu esquecimento, a humanidade voltou a lançar-se em direção as respostas, mas a solução era mais voltar aos ensinamentos dos antepassados do que avançar em direção do futuro.
Ciência e Fé nunca andaram tão juntas, principalmente depois da mecânica ondulatória e das teorias de Maxwell. Talvez por isso um dos mais renomados participantes da física, o físico Albert Einstein, ignorava a fé na elaboração dos modelos físicos. Agora o trabalho é resgatar a perspectiva ocular da filosofia medieval, e provar como ciência e religião sempre andaram juntas e pelo visto, sempre andarão.









Animal Racional. É essa a definição de homem, em gênero e espécie, dada por Aristóteles antes de Cristo e que permaneceu sólida por séculos. Mas o que significa essa definição e qual o alcance de suas conseqüências?













- Da racionalidade da fé


Por racionalidade, podemos compreender, de acordo com Aristóteles, uma certa potência para conhecer a verdade e por animal, entendemos ser que se move por si mesmo. É preciso compreender que quando Aristóteles fala em ato e potência, se refere respectivamente ao estado daquilo que pode vir a ser e daquilo que é, e por movimento, a transição entre potência e ato. Sendo o conhecimento humano um certo vir-a-ser que depende da própria vontade humana, isto é: move por si mesmo, a definição animal racional cabe-lhe perfeitamente.
Sendo de natureza material, o homem pode interagir com o universo externo por via dessa materialidade e pode alcançar o conhecimento depois de ter usado dos meios materiais para abstrair a essência dos seres. Essa possibilidade transporta caráter de finalidade à forma material que o homem adquire, se por um acaso o homem fosse puro espírito e pudesse conhecer a coisa na essência dela mesma, essa matéria cognocente não teria finalidade. Nota-se que o conhecimento no homem é de alguma forma inferente e não instantâneo. O homem colhe dados cognitivos e devido à inteligência abstrai, conclui, separa, relaciona, adapta e conhece.
Quando não se pode conhecer uma coisa na sua totalidade, a inteligência faz uso da abstração, que permite ignorar conjuntos de conhecimentos que não são necessários à uma determinada conclusão. Assim quando criou-se a Teoria Magnética abstraiu-se para isso todas as outra informações a respeito de outras naturezas como por exemplo a natureza elétrica. Com essa abstração foi possível aprofundar-se de tal forma na Teoria Magnética e na Teoria Elétrica, que ao fim dos estudos pode-se comprovar um comportamento mais geral ainda da matéria: o comportamento eletromagnético. A descoberta de Teoria Eletromagnética só foi possível, pois em algum momento houve abstração da conectividade entre magnetismo e eletricidade e provavelmente se fosse concebida uma teoria eletromagnética qualquer inicialmente, os físicos topariam com dificuldades imensas para resolução dos problemas. Então a abstração não é só 1 processo útil da inteligência, mas como é um processo necessário.
Porém a inteligência do homem não pode ser infinita. Não consegue o homem conhecer através da inteligência, a natureza mais geral do universo. Essa questão está basicamente relacionada com a contingência humana (pode ser ou não ser) e com a potencialidade de que dispõe para se chegar ao conhecimento. Se o homem é um ser potencial, se a inteligência do homem é potencial, faz necessário que ele por si só não é a causa de si mesmo e que ela por si só não é a causa dela mesma. Isso reduz drasticamente a possibilidade de conhecimento do homem de infinito para finito. Se a natureza mais geral do universo contiver um grau infinito de conhecimento, não poderá o homem, nunca, alcançar sua essência. Dessa limitação é que vai surgir a fé.
Segundo Regis Jolivet (1961) em seu tratado de Filosofia, a inteligência humana não só conhece os seres externos a ela, como conhece os seres internos a ela e por isso conhece sua limitação. Isso é evidente, uma vez que se a inteligência não conhecesse a si mesma, não poderia partir do princípio arbitrário de que ela existe e então passasse a conhecer o universo exterior. Daí a inteligência encontra primeiramente sua existência, já que é a primeira coisa com que tem contato, e depois encontra a existência dos outros seres.
Ora, se conhecesse bem sua limitação, a inteligência inclina-se diante do conhecimento de algo que ela pode conhecer por si mesma: a fé, e essa inclinação exibe uma determinada humildade da inteligência em reconhecer que não pode conhecer tudo e de, admitindo existir uma natureza mais geral que não pode ser conhecida inteligentemente, poder conhecer através da fé. Nas palavras de Tomás de Aquino, a fé é a humildade da inteligência, diante da sua limitação. A inteligência se curva à fé, para encontrar respostas de grau infinito.
O que mais comprova essa situação é que desde pequenos, lidamos com a fé e isso ninguém nos ensinou (pelo contrário, buscam ensinar a falta de fé),como não ensinou a ser inteligente. As crianças confiam nos seus pais, desde a mais tenra idade, confiam no fato de que esses são realmente seus pais, confiam no ensinamento deles e vão confiando até que um algum positivista convença-o de que o traço paranóico de duvidar de tudo é menos insano do que confiar. Assim a fé é legítima.
Nas universidades, geralmente nos cursos mais ligados à área humana e área de saúde, o estudante avança em seu conhecimento apenas por fé. Quando o estudante de biologia estuda uma mitocôndria e aprende que existem mais de 200 reações em cadeia para realizar a simples queima de um anel de glicose, ele o faz por fé. Faz por fé, pois se tivesse que comprovar essa realidade levaria tanto tempo, que não haveria vida suficiente para ser feita essa prova, já que em média a mitocôndria é estudada há quase 150 anos. Dessa forma, ela confia no ensinamento do professor, e parte de onde a ciência parou para avançar em novos conhecimentos a respeito da mitocôndria, o que é mais prático e mais sensato. Assim a fé é necessária.
Nos hospitais, o paciente com enfermidades sérias, há de acreditar nos procedimentos cirúrgicos do médico responsável, bem como na eficácia dos medicamentos e na perspicácia do mesmo para que possa se curar. Se ele tivesse que averiguar com a inteligência a eficácia dos tratamentos, pode ser que ele não sobrevivesse e em casos de coma, ele tem teria acesso a esse conhecimento. Assim a fé é útil.
Ora, viu-se que a fé é legítima, necessária e útil, mas o que pode atestar em algo as noções metafísicas de necessidade e de utilidade e a noção moral de legitimidade senão a inteligência? Concluímos, portanto, que a fé, não só faz parte da mente humana cotidianamente, como está implícita nos processos intelectivos e práticos.





A fé não é só algo tangível a realidade humana, faz parte dos seus mais elevados processos e de forma mais simples do que colocam os filósofos atuais. Através da Filosofia Escolástica,descendente de Aristóteles, pudemos dissolver vários paradigmas que na realidade foram criados pela moderna filosofia quando, ao partir de princípios totalmente arbitrários, tirou conclusões mais arbitrárias ainda. Essa arbitrariedade nada mais é do que um rudimento da fé, tão contrariada pelos próprios filósofos atuais.
Partindo de princípios totalmente verificáveis, não só com algum empirismo, bem como sob a luz da razão, pôde-se obversar que a fé nada mais é do que um método da ciência e que contrariar uma atitude de fé humana, é contrariar um de suas mais nobres virtudes: a humildade.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Da relatividade da verdade

quando eu era menor passava o dia inteiro pensando. o que nem sempre é bom.

primeiro por que a mente imaginativa se envolve num círculo passional, fazendo com que as conclusões não matenham relações diretas com as premissas, mas sim com seus interesses subconscientes.
depois pq é preciso aprender a pensar e aprender antes de pensar.
num desses meus pensamentos eu acreditei que a verdade fosse relativa, mas agora sei o fundamento de meus erros. apenas demonstrarei como é o pensamento certo.

Seja a condicional A uma premissa.
e D seja
A->B uma conclusão.

admitamos que a conclusão seja relativa.

Seja a condicional E
B->C uma conclusão.

ora, se B é uma conclusão relativa, isto é admite infinitos valores, é impossível verificar a condicional E. isso pq se B pode ser qualquer coisa, C irá existir independente do que seja, logo B não é importante para se tirar a conclusão de que B->C.

* seja uma premissa P relativa, suas conclusões são infinitas*

pergunta: se as conclusões sao relativas em qualidade e infinitas em quantidade, como se chega a conclusão de que as conclusões são relativas?

por outro lado para que servem conclusões se mesmo C é um conceito relativo?

ex.: x + y = 4

se x pode ser qualquer coisa, se y pode ser qualquer coisa, como pode ser que x + y não seja igual a qualquer coisa?

Evidentemente algumas pessoas irão argumentar:

ahh, mas x só tem valor tal nessa soma, em outras somas x adquirirá outro valor.


¬¬"

apesar de materialmente x dessa conta e o x de outra conta serem semelhantes, isso não implica que ontologicamente eles sejam a mesma coisa.

pois na verdade o x é apenas um símbolo para designar um valor que não se conhece. um valor que é sempre absoluto em cada caso. não é possível concluir que se existe um valor tal e existe outro valor tal, que exista relatividade só pq as atribuições simbólicas são a mesma.


ex.2:
Deus existe?

para umas pessoas sim, para outras não.

resposta tola.

afinal Deus existe ou não? essa resposta não faz sentido nenhum. veja pq:

Deus é o objeto do conhecimento de determinado ser.

o ser pode não ter meios de conhecer Deus diretamente (como é o caso dos homens), isto é: não podem usar de seus sentidos externos para conhecer Deus.

o sentidos do homem permitem que se conheçam muitas coisas, mas a inteligência do homem é capaz de abstrair dessas coisas noções gerais que nenhum sentido pode captar.
enfim, se um homem inferiu que Deus existe e outro inferiu que não existe, não é possível verificar a partir daí que existe uma relatividade A MENOS QUE por petição de princípio (erro gravíssimo) diga-se que é impossível chegar ao conhecimento de algo.
isso é improvável, veja pq:

se eu chego ao conhecimento de algo como a máxima: "não é possível chegar ao conhecimento de algo" como posso ignorar esse conhecimento?

evidentemente se não é possível chegar ao conhecimento de algo, nem mesmo é possível ter o conhecimento de que não é possível conhecer algo.

daí só nos resta uma opção: um dos dois está errado.
como?

de um fato tira-se uma conclusão verdadeira, porém infinitas falsas.

concluir errado é possível, por erros de lógica, por erros metafísicos, por erros cientificos naturalmente etc etc.

por erro se conclui falsidade. por erro se conclui que não ha verdade, que não há erro.
por erro torna-se o erro a verdade e a verdade um erro.

sábado, 6 de setembro de 2008

10/09/006

para aquele que vive, triste conveniência,
inexiste castigo maior que a infeliz sorte
de intacta permanecer sua longa existênci
aclemente pelo esperado descanso da morte

Exaspera descontente, oh condenada alma
envolta à um forte de confusas ilusões
que por própria força, só lhe tira a calma
alimentando ao estorvo com iludidas confusões

Imensa, intensa, a dor prossegue, como trilha
aberta em fechada floresta de inexatidão
tendo ao fundo uma certa esperança que brilha

Sem ser demonstrada nenhuma ingratidão.
Pode-se romper sua fundamental quilha
que fazia na dualidade complexa junção

soneto n1 21/05/06

Levas da alma, oh pecado,
através de uma mente insana,
todo o bem que lhe foi dado
Pelo Pai de quem emana

Como surge tão fortemente
tanto quanto permanece?
Retirando da alma inocente
Toda a paz que agora carece

Que triste ousadia!
Agindo descansado,
trabalha noite e dia.

Sorte de ser perdoado
Quem na dor antes gemia
Por estar à tal mal atrelado

Poema nº 10

"in death"

Os demônios brincam no meu jardim
e minha carne jaz pútrida no sofá
como mero aglomerado de matéria
inerte, transpassado por lança sem fim
que após percorrer o lastro de vida,f
ixa no sofá o mofo carnal com desespero
até que sua infinitude encontre um porém

Alucinações, complexas danças da morte
ensaiadas em vida, sem real, puro caos
na ensalada duma insana noite interna
olho, mas não vejo, mergulhado em pensamentos
raciocino, mas não penso.
Não tenho intentos, não tenho lanterna.

Não ha realidade paralela, ha um eu
atormentado, atordoado, avoado
anestesiado por uma insanidade corrente
incoerente por viver do futuro o passado
almejando não ser pela lança transpassado

almejando não ser,
almejando ser,
almejando,

simplesmente almejando

Poema nº9 30/08/2007

"A sós"
Triste e pequeno nauf´ragio em meio à tormenta
Infeliz verdade que aprofunda em meu seio um cerne de dor
Mostra-me ao menos uma vez que minh aforça é grande
Me faz ao menos uma vez tentar te entender

Se és de fato um mal que acalenta
Recolhe-te em seu ócio costumeiro, infeliz
Rompe de mim essa placenta, que cega
Amarra e bloqueia os meus movimentos

Porque insistes em me acompanhar todo esse tempo?
Se não me abandonas, somente,
Ensina-me o porque da sua companhia intermitente
Me fala de como se sente ausente.

Maldito, recua teu ego por algum momento
Vai-te e deixa=me à sós de ti isento
Apara tuas garras ou se esconde
Antes que em luta vil e violenta
Onde toda calma e espera assenta
Antes sua ou minha morte te arrependa

Ou antes que a luz te cegue, escuridão
ANtes que o fogo te queime e rompa teu tato
Antes que eu corte sua lingua bifurcada
Volte às trevas de onde reside

VOlte ao seu covil, onde as almas vagam
Pálidas em busca de escoro
Volte ao lugar de sinfonias tremendas
Onde a percussão do ranger dos dentes
tece um contraponto pervertido
Em ritmos de choro e gemido
Sem que o amor se aparente

Volte e não saia nunca mais

Poema nº 8 28/02/07

"Azul"
Meu amigo, me espere na chegada
Pois na saudade eu não hei de ficar
Assim como areia recebe a onda
Que com felicidade vem do mar

Toda espera é dura, é árdua
Mas o vento de popa em proa
Termina por reforçar
A chegada da onda, para saudade acabar

Apesar de receber em pranto o teu afago
É de lástima que deixo o solo doce
Que com tanta falta, lembrança trago
Em calmaria, mas com embaraço

Mas se o calor vem para me acalmar
A certeza vem só para mostrar
Quando se ganha o que se perde
Se perde o que se ganha, e versa:
Na saudade eu hei de ficar